terça-feira, 17 de agosto de 2010
No início, as mais pequenas coisas do dia-a-dia eram como agulhas que se espetavam no peito. Bastava o telefone tocar e uma certa parte de mim desejar que ainda fosses tu, mas com o tempo apercebi-me que tal já era impossível. Doía arduamente passar em certos sítios. Sítios que costumavam ser nossos e agora se limitam a ser apenas sítios. Depois as agulhas continuavam lá espetadas ao deparar-me com todas essas recordações mas estas já pareciam instaladas no meu coração e já lidava melhor com a dor. Agora, a dor nunca desapareceu, mas tenho um grande controle sobre ela. Evito certos sítios, certos hábitos. Evito o que em tempos me fazia feliz. Mas isto tudo deve-se a um espaço vazio deixado no tempo que me tornou numa pessoa diferente. Agora a ferida continua cá e apercebo-me que nunca irá passar, mas agarro-me ao que tenho. Apesar de não fazeres parte disso!
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É como um déjàvu para mim, disseste tudo o que poderia estar no meu coração e não há nada a acrescentar excepto isto:
ResponderEliminaras tuas palavras são fortes, não desistas delas!