terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sinto-me tão indefesa. Tão frágil. Tão dispensável. Parece que o sangue que corre dentro de mim perdeu a vida, e agora, em vez de vermelho vivo, encontra-se escuro, neutro, parado. Sem sabor e sem cor. Sem interesse. Encontra-se livre de tudo. Livre de algo que o possa ter dado esperanças de alegria, de motivos para continuar, de alguma força gravítica que o possa ter prendido à Terra. Estou solta! Solta e sozinha. A vaguear pelo mundo e a descobrir o que é que ele me pode garantir realmente. Felicidade parece algo já tão distante. E, sinceramente, que não tem dado muitos sinais de vida. E então? Sigo o meu caminho independentemente dos obstáculos que possa encontrar. A estrada já está delineada e só tenho que seguir. Seguir sem voltar a olhar para trás. Não o posso continuar a fazer pois só me desconcentra, deita a baixo, distrai. Acredito que consigo ser mais forte. Apenas por mim. Sem ter que me aguentar por mais alguém. Por mais que esta dor no peito exista e persista, é algo com que já me habituei a viver, faz parte de mim. Isso não me impede de voltar a tentar. Pois uma coisa que aprendi é que por mais que o coração pareça desgastado, degradado, totalmente sem sentido, ele é infinito! Há um espacinho para ser feliz, nem que seja pequeno e este se alimente de pequenas coisas, mas há-de existir.

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